O preço do ouro atingiu um máximo histórico na segunda-feira (4), impulsionado sobretudo pelas crescentes expectativas de cortes nas taxas de juro entre os investidores.
O valor do metal amarelo saltou até 3% nas negociações de segunda-feira, para atingir US$ 2,135 por onça, acima do recorde anterior de US$ 2,072 alcançado em agosto de 2020.
Nas últimas semanas, os investidores têm ficado cada vez mais confiantes de que o Banco central dos EUA conseguiu controlar a inflação através das subidas agressivas das taxas de juro e poderá começar a reduzir os custos dos empréstimos já em março do próximo ano.
As taxas de juro mais elevadas aumentam os rendimentos de ativos como os títulos do Tesouro dos EUA. Mas, quando as taxas de juro estão baixas ou caindo a procura por ouro, que não paga quaisquer juros, torna-se relativamente mais atraente.
Motivos geopolíticos
O ouro sempre se beneficiou de outro fator: um profundo sentimento de desconforto global. Este pode ser o momento mais perigoso que o mundo já viu em décadas.
Os investidores normalmente veem o metal como um porto seguro, uma vez que é um ativo tangível e escasso que, em teoria, mantém o seu valor. O preço do ouro subiu 10% até agora este ano.
Um mundo mais ‘tenso’ encorajou os bancos centrais dos mercados emergentes a estocar o metal precioso. De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, os bancos centrais dos mercados emergentes compraram 473 toneladas métricas (521 toneladas) de ouro por ano, em média, entre 2010 e 2021. Mas no ano passado, compraram 1,100 toneladas métricas do metal e, nos primeiros três trimestres deste ano, 800.
Perto de um quarto de todos os bancos centrais afirmaram numa pesquisa publicada em maio que planejavam aumentar as reservas de ouro nos próximos 12 meses.
De acordo com aquela velha lei da economia, quanto maior a demanda, maior fica o preço.
Fonte: CNN