A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou o medicamento da Pfizer Inc para tratar a perda de cabelo causada por uma doença autoimune, a alopecia.
A droga, nomeada Litfulo, foi aprovada para pessoas com 12 anos ou mais que sofrem de alopecia areata grave (AA), uma condição em que o sistema imunológico ataca os folículos pilosos e faz com que o cabelo caia.
A decisão da FDA torna Litfulo o primeiro medicamento autorizado para o tratamento da doença em adolescentes.
A droga, que estará disponível nas próximas semanas, também é o segundo tratamento sistêmico a obter aprovação depois do Olumiant do fabricante Eli Lilly, usado para tratar a doença em adultos apenas.
“AA afeta pessoas de todas as idades e, não raramente, afeta a população adolescente e mais jovem, portanto, ter um agente aprovado para adolescentes é um salto significativo”, disse Brett King, professor associado de dermatologia na Yale School of Medicine, à Reuters.
Os tratamentos sistêmicos geralmente visam a causa da doença e afetam a função de todo o corpo, incluindo o sistema imunológico. Outros tratamentos para alopecia areata – que incluem esteróides orais e medicamentos tópicos – visam apenas certas partes afetadas do corpo.
AA afeta 300 mil pessoas nos EUA a cada ano. A doença ganhou mais atenção depois que a atriz e apresentadora de talk show Jada Pinkett Smith, que sofre da doença, esteve no centro de uma polêmica no Oscar em 2022, quando seu marido, o ator Will Smith, deu um tapa em outro ator, Chris Rock, que havia feito uma piada sobre a falta de cabelo de Jada.
A Pfizer poderá estabelecer o valor de venda do seu produto para competir com o Olumiant, que tem um preço de tabela de US$ 2.622 para um suprimento de 30 dias de comprimidos de 2 microgramas ou US$ 5.244 para um suprimento de 30 dias de comprimidos de 4 microgramas, de acordo com o site do fabricante.
Devido ao preço alto, a falta de seguro médico certamente colocará o tratamento fora do alcance de muitos americanos.
O estudo da Pfizer mostrou que cerca de 23% dos pacientes recuperaram 80% ou mais da cobertura capilar no couro cabeludo após seis meses de tratamento, em comparação com apenas 1,6% dos participantes do grupo placebo. Os efeitos colaterais mais comuns relatados incluíram dor de cabeça, diarréia, acne, erupção cutânea e urticária, uma erupção cutânea definida por coceira, vergões vermelhos ou da cor da pele.
Fonte: Reuters