O governo Trump está lidando com as consequências de um vazamento de informações sigilosas do governo, que envolvem a segurança nacional do país.

Numa mensagem de grupo num chat comercial chamado Signal Chat entre funcionários do gabinete e funcionários seniores da Casa Branca, o Secretário de Defesa de Trump, Pete Hegseth, divulgou detalhes operacionais específicos de um ataque militar dos Estados Unidos duas horas antes de as tropas americanas lançarem ataques contra a milícia Houthi no Iêmen.

O detalhe principal da história é que Michael Waltz, conselheiro de segurança nacional, inadvertidamente adicionou Jeffrey Goldberg, o editor-chefe da revista The Atlantic, ao chat de grupo no Signal. Ninguém percebeu a ‘presença’ do jornalista no chat.

O que a Casa Branca disse?

Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, postou nas redes sociais que “nenhum ‘plano de guerra’ foi discutido” e “nenhum material confidencial foi enviado”. Isso contradiz Goldberg.

A reportagem dele levanta preocupações sobre funcionários do governo usando o Signal, uma plataforma de mensagens não Segura.

Após a reportagem de Goldberg sair na The Atlantic na segunda-feira (25), Brian Hughes, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, disse em uma declaração que o tópico de mensagens “parecia ser autêntico”.

Quando Trump foi questionado pela primeira sobre o relatório, ele disse que não estava ciente do vazamento, mas imediatamente atacou a revista.

“Não sou um grande fã da The Atlantic”, ele disse. “Para mim, é uma revista que está saindo do mercado.”

Waltz enfrentará consequências?

Trump disse na terça-feira que Waltz não enfrentaria consequências.

“Michael Waltz aprendeu uma lição, e ele é um bom homem”, disse o Sr. Trump à NBC News. O presidente confirmou que um dos membros da equipe Waltz havia adicionado erroneamente Goldberg ao chat.

Fonte: The New York Times 

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